quarta-feira, 27 de março de 2019

UM CALEIDOSCÓPIO DE MINHA PRÁTICA EDUCATIVA

Fazer o exercício de olhar para minha atuação enquanto educadora em contexto educacional formal e informal é fundamental para que eu consiga romper o antigo paradigma que coloca o estudante como coadjuvante no processo de ensino e aprendizagem.

No entanto, compreendo que minha prática educativa apresenta-se como um caleidoscópio, que a cada movimento apresenta um efeito visual diferente. Vejamos, qual efeito se apresentará com o movimento que me proponho a fazer ao responder qual perspectiva de sociedade minha prática educativa se assenta?

Primeiramente, é importante entender o que significa "perspectiva". Para isso, embaso-me em Gadotti (2000) que entende perspectiva como observar atentamente até o fim, examinar com cuidado, refletir para reconhecer claramente, significa "esperança no futuro" (GADOTTI, 2000, p. 4). Tendo em vista que para eu conseguir cientificamente desenhar a perspectiva de sociedade materializada em minha prática docente é necessário "distanciamento" ouso apresentar uma reflexão (questionável) sobre o movimento caleidoscópico que faça para responder a questão.

Reconheço que passei por um processo de ruptura de práticas educativas alienadora antes de conviver com a perspectiva de sociedade do povo Finlandês para uma prática mais consciente, voltada para formação integral dos educandos. Atualmente, vejo que a perspectiva de sociedade que guia minha prática docente caminha para promoção do desenvolvimento da curiosidade, tolerância, diálogo, autogestão, aceitação da imperfeição, da desordem, comunicação, empatia, cuidado, respeito, esperança pautada nos princípios da colaboração.

Diante desta perspectiva de sociedade compreendo que é fundamental atenção ao meu desenvolvimento ético-político. A tomada de consciência de minha responsabilidade social enquanto educadora torna-se primordial no exercício diário de ensinar para a vida, o que exige de mim uma postura ativa diante das inúmeras situações do cotidiano escolar, como: debater a organização do espaço de aprendizagem, ajudar na construção do Projeto Político Pedagógico da escola, integrar colegiados de cursos, etc.

Por fim, desafio-me a refletir sobre quais as características das instituições escolares, na atualidade, que identifico estar associadas à Dualidade Estrutural?

Ainda estou a refletir sobre isso! não tenho respostas e preciso buscar auxílio na literatura científica para construir uma resposta distanciada do senso comum.

Algumas características parecem ser:
- Estrutura curricular organizada por disciplina;
- Modelo pedagógico centrado no conteúdo, na técnica, na tecnologia ou no saber do Professor.
- Metodologia de ensino tradicional
- Diminuição (ou extinção) de disciplinas das ciências humanas, artes, educação física.








domingo, 3 de março de 2019

QUE INDIVÍDUO ESTAMOS (CON)FORMANDO?



O curta metragem Alike visto a partir da leitura dos textos "Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos" de Demerval Saviani (2007) e "Os novos proletários do mundo no virada do século" de Ricardo Antunes (1999), levam-me a refletir sobre qual indivíduo estou formando. Ao ter consciência da exploração humana que alimenta o Capital e do papel da Escola na conjuntura do sistema, questiono-me: qual meu papel como Professora (trabalhadora-mulher-não-produtiva)? Como Formar sem de-formar ou con-formar?

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Ry-tvnSjDW0

Essas são questões que no momento sinto-me incapaz de responder, no entanto, ouso-me a registrar algumas reflexões. 

É importante registrar que, assim como Antunes (1999, p. 199), percebo que vivemos com muita intensidade a precarização da classe trabalhadora, emerge “o subproletariado moderno, fabril e de serviços, que é part time, caracterizado pelo trabalho temporário, pelo trabalho precarizado, com isso temos os operários em trabalho-parcial, trabalho-por-tempo, por-hora". 

Diante dessa realidade, surge o discurso do "long-life-learning" uma vez que o capital precisa de trabalhadores/operários polivalentes, com múltiplas especialidades que demonstre conhecimentos/habilidades manuais e intelectuais. Com isso, a Escola, instituição a serviço do capital como explica Saviani (2007), intensifica as atividades escolarizadas gerando uma sobrecarga desumana a todos (da infância à fase adulta). Como se vê no vídeo, não há "tempo" para arte, literatura, bem-estar uma vez que a corrida de jovens (0-25 anos) e velhos (depois dos 40 anos) para garantir uma vaga no mercado de trabalho é tamanha que tem provocado doenças psicológicas irreversíveis. Como superar isso? Eis o desafio....😟🤔🧐🙈

MÉTODOS DE APRENDIZAGEM: PROBLEMA, PROJETO, PESQUISA E DESIGN THINKING

O vídeo da ABC News nos desafia a pensar no processo de transformação da natureza pelo homem. Certamente há uma diferença entre o inventor ...